Brasil tem parceria com Canadá e EUA em minor crops

Brasil tem parceria com Canadá e EUA em minor crops

A Anvisa anunciou a renovação do acordo de cooperação técnico-científica com o Canadá e os Estados Unidos para avaliar produtos existentes e estimular novos agroquímicos destinados às chamadas “minor crops” – as culturas de menor interesse econômico, como frutas e hortaliças. O principal objetivo da parceria é a troca de experiências entre os países para o desenvolvimento de estratégias que acabem com os problemas enfrentados pelo setor.

“A parceria é importante porque no Brasil, assim como no Canadá, EUA e outros países, as empresas do setor relutam em fazer investimentos em estudos para geração de dados para o registro de agrotóxicos destinados a essas culturas. Isso ocorre pelo fato de o processo de registro desse tipo de produto ser extensivo e caro”, explica a Anvisa.

O resultado dessa falta de interesse nas minor crops por parte das grandes fabricantes é que os produtores acabam enfrentando dificuldades em encontrar defensivos legalmente registrados, o que leva esses cultivos a serem classificados como Culturas de Suporte Fitossanitário Insuficiente (CSFIs). De acordo com a Anvisa, o acordo internacional traz ao país um “intercâmbio técnico-científico sobre o tema e harmonizar as ações necessárias para o enfrentamento desse problema”.

Desde 2012 o Brasil assunou o Memorando de Entendimento (MoU) com o Pest Management Centre (PMC), do Canadá, e com o IR-4 Project, dos EUA. Esta cooperação harmonizou a legislação do Brasil com as diretrizes internacionais seguidas pelo Canadá e EUA e adaptou os seus grupos de culturas aos grupos canadenses e americanos e ao Codex Alimentarius.

“Desde 2014 até os dias atuais foram incluídas nas bulas dos agrotóxicos comercializados no Brasil aproximadamente 1.200 novas indicações de CSFIs, resultado que já possibilita uma grade mínima de produtos a serem utilizados nas culturas contempladas. A INC 01/2014 permitiu a substituição de agrotóxicos mais tóxicos por moléculas de menor toxicidade para o processo produtivo de frutas e hortaliças, representando um ganho não só para a agricultura nacional, mas também para a saúde dos agricultores, da população que consome esses alimentos e do próprio meio ambiente, devido ao uso de produtos mais seguros e registrados para essas culturas”, sustenta a Anvisa.

O documento, chamado de Memorando de Entendimento sobre Culturas de Suporte Fitossanitário Insuficiente (CSFIs), foi assinado nesta quinta-feira (29/11) pelo diretor-presidente da Anvisa, William Dib, pelo diretor-executivo do Pest Management Centre (PMC)/Canadá), Marcos Alvares, e pelo diretor-executivo do Inter-regional Research Project Number 4 (IR-4/EUA), Jerry Baron.

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems