Sedec é parceira do projeto Semear realizado no presídio Ferrugem

Sedec é parceira do projeto Semear realizado no presídio Ferrugem

O Conselho da Comunidade de Sinop (CCS) realizou na sexta-feira (20), o lançamento dos projetos ReVida; Restaurar; Semear e Sinop Bolas Oficinais que visam dar condições de trabalho para os reeducando do presídio Dr. Osvaldo Florentino Leite (Ferrugem).  Participaram da solenidade o secretário adjunto Emanoel Alves das Flores, da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária, o diretor executivo do CCS, José Magalhães Pinheiro, o juiz João Manoel Guerra e outras autoridades. 

O projeto Semear realiza o cultivo de hortaliças e frutíferas em torno do presídio e conta com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Segundo o técnico Clóvis Sanches, na primeira etapa do projeto foram plantadas 12780 mudas de abacaxi e quatro mil mudas de quiabo. Após iniciar o período chuvoso, serão plantadas 1500 mudas de pimentão, e meio hectare de batata doce e um hectare de maracujá. 

"Este trabalho é voltado para a fruticultura e olericultura e o nosso papel é a orientação técnica junto com os reeducandos, buscando capacitá-los quanto às práticas e técnicas mais eficientes na produção, como o preparo da terra, plantio, colheita. Desse projeto vale ressaltar duas parcerias, o Machado fará a compra de toda a produção de pimentão, quiabo e batata doce e a Coopernop vai adquirir toda a produção de maracujá e abacaxi para produção de polpa", informou.

Para o diretor executivo do Conselho da Comunidade de Sinop, José Magalhães Pinheiro os projetos que visam a ressocialização são essenciais para oportunizar ao preso condições de mudança. "No meu entendimento só através da tríade, que é religião, trabalho e educação é possível mudar. Sem essa tríade não é possível. O conselho tem feito o seu papel ressocializador que é criar ferramentas para que o preso possa ser reinserido na sociedade", garantiu.

Magalhães também explicou que o projeto Semear é a realização de um sonho.  "Este projeto nasceu no devaneio da gente ver aqui no presídio, no entorno, toda uma área criando mato. E pensamos porque não plantar? Por que não cultivar? Em 2017 começamos com cinco mil mudas de pepino, uma parceria também com a secretaria de Desenvolvimento Econômico e outras empresas. Em 2018, infelizmente, foi travado por uma decisão do Tribunal da Justiça. Mas agora em 2019 conseguimos reativar esse projeto com os mesmos parceiros", ressaltou.

Fazem parte do projeto Semear, seis reeducandos que trabalham diariamente no plantio e manutenção do cultivo das hortaliças. A cada três dias trabalhados é descontado um dia da pena.

Fonte:SEDEC/Assessoria