Estudantes de Medicina exigem volta das aulas no Júlio Müller

Estudantes de Medicina exigem volta das aulas no Júlio Müller

Alunos emitiram uma nota reivindicando aulas práticas no hospital universitário

 

Os estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão revoltados com a falta de aulas práticas no Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), em Cuiabá.

Por meio do Centro Acadêmico, os alunos emitiram uma nota cobrando o retorno das aulas práticas no hospital, que foram suspensas há oito meses por conta da pandemia de coronavírus.

“Em 11 de março de 2020 o Hospital Universitário Júlio Muller encerrou suas atividades de ensino devido à Pandemia pelo Covid-19. Ao todo, 375 estudantes de Medicina deixaram de ter suas práticas no hospital”, diz trecho do documento.

Os acadêmicos classificaram a atitude do hospital em não manter as aulas como “negligente e falta de compromisso”.

Conforme aponta a nota, a Universidade autorizou, ainda em maio, o retorno de estudantes dos últimos dois anos do curso, que são internos, a atuarem no Júlio Muller. No entanto, segundo o grupo, ainda há 69 internos e 227 alunos que estão parados.

“É descomedido o prejuízo aos alunos e à população mato-grossense ao se manter vagas públicas ociosas por tanto tempo, sobretudo porque Mato Grosso é um estado carente de profissionais médicos”, justificaram os alunos.

De acordo com o grupo, a reivindicação pelo retorno das aulas práticas na instituição não pretende tirar o foco do tratamento ao vírus.

“É possível conciliar o atendimento aos pacientes com COVID-19 com os rodízios do internato”, afirma a nota.

“Cabe pontuar que o retorno dos internos não implica em desassistência aos pacientes com COVID-19, uma vez que o restante da malha hospitalar é capaz de suprir a demanda atual”, completa.

Os alunos disseram ainda que a direção do hospital não está disposta a dialogar para flexibilizar o retorno das atividades curriculares.

“A gerência do HUJM parece estar alheia e indisposta a trabalhar conosco, o que é, no mínimo, absurdo, considerando que o HUJM, como Hospital-escola, assume o viés fundamental de ensino médico”.

Fonte: Mídia News/Painel