Sindusmad aponta expectativas do mercado com treinamento de secagem de madeiras

Sindusmad aponta expectativas do mercado com treinamento de secagem de madeiras

Soluções inovadoras para o mercado da madeira nativa de Mato Grosso foram apresentadas a empresários e colaboradores do setor de base florestal de Mato Grosso e do Pará, durante treinamento sobre o processo de secagem de madeira para mercado interno e exportação, com 40 horas de duração, na sede do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso (Sindusmad), que promoveu o evento em parceira com o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeiras no Estado de Mato Grosso (Cipem).

O professor Carlos Fleck, que é consultor de empresas do segmento na área de secagem, ministrou o treinamento e destacou que a tecnologia de secagem mecânica de madeiras é a tendência, tanto para venda dentro do país, quanto para exportação.

Segundo ele, o processo natural de secagem não tem se mostrado eficaz e grande parte das indústrias ainda o utiliza, sem equipamentos específicos ou técnicas condizentes para os resultados necessários.

O presidente do Sindusmad, Sigfrid Kirsch, explicou que o que diferencia a qualidade do produto é, além de tecnologias inovadoras, o emprego do conhecimento adequado no processo, seja ele mecânico ou natural. “Objetivo do Sindusmad ao trazer este treinamento foi o de qualificar ao setor de base florestal, para que assim o empresário possa agregar mais valor ao seu produto com a qualidade exigida pelo mercado”, enfatizou o presidente.

Fleck explicou também porque é necessário que a madeira seja processada com a secagem. Para ele “madeira não seca não é matéria-prima. Com umidade ela se modifica dimensionalmente. Como é um ser hidroscópico - entrega água e recebe água – se não passa por processo eficaz de secagem, modifica-se, causando problemas como móveis com portas que não abrem ou gavetas que não fecham, por exemplo”.

Conhecimento aliado à tecnologia tem a capacidade de abrir possibilidades do mercado brasileiro à exportação de madeira nativa a países altamente exigentes como Alemanha, Inglaterra, Áustria e Estados Unidos e, conforme Fleck: “São mercados que pagam o preço justo por este produto. Quando há incorporação tecnológica há agregação de valor também e são poucas as empresas brasileiras dispostas a pagar por este preço, porém, as estrangeiras compram e pagam, mas exigem qualidade. Temos que ser excelentes para atender ao mercado externo, bem como ao interno”.

A empresária e diretora do Sindusmad, Gabriela Paludo, que participou do treinamento destacou que foi possível conhecer as tecnologias que estão sendo utilizadas em outros países. “No Brasil ainda não temos acesso, no entanto, percebemos durante o curso que é totalmente possível aplica-las à realidade das empresas brasileiras”, disse.

O operador de caldeiras Adiel Santos Lemos, de Moraes de Almeida (PA), trabalha no segmento de beneficiamento de madeiras. Segundo ele, dentre outras lições do treinamento, levará solução para uma questão que se apresentava como problema dentro do processo da empresa em que trabalha. “Nosso problema era que a secagem ficava de diferentes intensidades na extensão da peça. Com este treinamento aprendi como padronizar e aplicar o mesmo nível de secagem em toda a extensão da peça de madeira”, concluiu.

O Cipem, em parceria com os sindicatos patronais, promove o treinamento de secagem de madeira, com o professor Carlos Fleck, também nas cidades de Alta Floresta, de 12 a 16 de novembro e de 05 a 09 de novembro e em Juína. O setor florestal de Aripuanã recebeu o treinamento de 17 a 21 de setembro.

Os participantes recebem certificado de 40 horas.

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Por CRISTIANE OLIVEIRA/Jornalista