Sinop realizou forte ação de combate a hanseníase em 2018

Sinop realizou forte ação de combate a hanseníase em 2018

A Secretaria de Saúde, por meio do Centro de Hanseníase e Tuberculose realizou uma forte ação para combater a hanseníase em 2018. De acordo com a enfermeira e coordenadora do Centro de Hanseníase e Tuberculose, Maria Auxiliadora Freitas Souza, a equipe de profissionais sentiu a necessidade de diagnosticar de preferência precocemente a população portadora do bacilo, para que a mesma pudesse ser tratada antes de começar a transmitir ou até mesmo evitar o agravamento da doença, que em casos de diagnostico tardio pode deixar sequelas.

A ação conseguiu fazer uma ampla cobertura com palestras e exames em toda rede pública de saúde do município e também em grandes empresas privadas, além de mutirões e campanhas. A equipe especializada ainda preparou os profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para identificar os possíveis casos em pacientes que forem até as UBS´s, em qualquer ocasião. 

O trabalho intenso foi necessário por conta dos índices que apresentam um crescimento rápido no número de pessoas com a doença em nível mundial. Em 2017, Sinop identificou e tratou 543 novos casos de hanseníase, já em 2018, foram 739 novos casos, tento em tratamento até o momento em torno de mil pacientes.

A coordenadora lembra ainda, que o tratamento Paucibacilar tem duração de seis meses e o Multibacilar, que é o mais diagnosticado, inclusive em crianças, pode chegar a um ano.  Porém, o exame de hanseníase é clínico, não precisa ter manchas para ser detectada, e quando têm manchas, elas devem passar pelos testes térmico, tátil e doloroso.

“Nervos espessados também é um alerta para a doença, e em casos mais avançados a pessoa parar de sentir dor, porque está com a imunidade muito baixa e quando isso ocorre à pessoa infelizmente já tem sequelas”, explica Maria Auxiliadora.

Transmissão

Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae que acomete a pele e os nervos periféricosEla tem alta infectividade e baixa patogenicidadeou seja, o seu poder de contágio é alto, mas poucas pessoas desenvolvem a doença.

Segundo a coordenadora a transmissão ocorre pelo sistema respiratório enquanto a pessoa fala, tosse ou espirra, mas nem todas as pessoas infectadas transmitem o bacilo, apenas algumas em casos avançados. “Como isso, apenas o contato por vários anos e freqüente com a pessoa infectada é capaz de ocasionar a transmissão da doença. Quando a pessoa inicia o tratamento, a transmissão é interrompida de 48 a 72 horas” fala Maria Auxiliadora.

Como identificar?

A doença atinge pele e nervos periféricos podendo levar a serias incapacidades físicas, com isso os primeiros sintomas são sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades, manchas brancas ou avermelhadas na pele, nódulos e placas em qualquer local do corpo e perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato.

A coordenadora orienta a todos que sentirem um desses sintomas a procurarem a UBS mais próxima da sua residência e caso seja detectado a doença, o paciente será tratado na própria unidade, apenas em casos específicos será encaminhado para o centro de referência. 

Fonte:Prefeitura de Sinop/Assessoria/Foto Arquivo