Em discurso, Selma diz ser contra a "penalização do agronegócio"

Em discurso, Selma diz ser contra a "penalização do agronegócio"

Diplomada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a senadora eleita Selma Arruda (PSL), mais votada no pleito deste ano, afirmou na segunda-feira (17) que irá atuar fortemente para combater a corrupção e o crime organizado e para alterar a legislação penal, apontada por ela como "branda e um estímulo ao crime". 

Em seu discurso, representando os senadores eleitos de Mato Grosso, a juíza aposentada se colocou à disposição do governador eleito Mauro Mendes (DEM), mas se posicionou contrária à taxação do agronegócio - que é defendida por aliados do democrata, entre eles o senador eleito Jaime Campos (DEM).

"Para auxiliar na retomada do desenvolvimento do nosso Estado, eu vou trabalhar garantindo para que emendas e recursos sejam destinados aos municípios, para que consigamos também a implantação de indústria e fortalecimento do comércio, principalmente com apoio logístico e de infraestrutura com a construção de ferrovias e hidrovias. Tudo sem fazer com que, para isso, o agronegócio tenha que ser penalizado”, afirmou.

 Selma afirmou que quer auxiliar na retomada do desenvolvimento de Mato Grosso, mas disse que irá lutar para que os produtores não precisem pagar "mais nenhum tostão de impostos".

"Disse e repito: nenhum cidadão brasileiro merece pagar mais um tostão além do que já se paga nesse país sem a contraprestação necessária. O agronegócio é nosso garantidor de riqueza atual. Não vamos imaginar que, para fortalecer a indústria e o comércio, a penalização do agronegócio é a solução, porque não será", disse.

A senadora eleita ainda citou que irá trabalhar no Congresso Nacional para a aprovação das reformas que garantam a retomada do crescimento do País.

“Já eleita, reforço aos senhores que combaterei arduamente as organizações criminosas e a corrupção. Afirmo que trabalharei para que sejam abertas as caixas pretas do BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social], das estatais, dos fundos de pensão de todos os setores públicos que se viram atingidos pela corrupção sistêmica que se instalou no nosso país”, disse. 

“Manterei a dedicação absoluta à necessidade de aprovação das reformas que garantam a retomada do crescimento brasileiro, no âmbito previdenciário, tributário, político e administrativo. Mas também trabalharei pelo endurecimento das penas e para a garantia do fim da impunidade e do sentimento de insegurança que hoje assola o povo brasileiro”, concluiu.

Por Thaiza Assunção e Douglas Trielli/Mídia News