"No Brasil, a lei é doce com a criminalidade”, diz Selma Arruda

"No Brasil, a lei é doce com a criminalidade”, diz Selma Arruda

A senador Selma Arruda (PSL) afirmou que a Legislação Penal Brasileira precisa ser alterada. Para a ex-juíza, a lei ”é doce com a criminalidade".

O posicionamento foi feito durante a abertura, do Curso de Lavagem de Dinheiro na Luta Contra o Tráfico de Drogas, em Cuiabá. Essa é uma iniciativa da inteligência da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), e que está sendo ministrado pelo setor de inteligência da polícia francesa.

"No Brasil, a lei é tão doce com a criminalidade, que é quase como se estivéssemos, ao legislar, deixando a porta aberta para o ladrão entrar", disse

Para a senadora, as forças policiais e do judiciário “sabem muito bem a promiscuidade entre os diversos tipos de crimes praticados". "Um determinado traficante pode estar envolvido em crime contra a administração pública, crime de corrupção, tráfico de pessoas etc. É um sistema muito mais complexo do que se imagina”.

Selma Arruda, salientando que espera que o resultado desse curso, possa servir de base para propositura de implementação em novas leis, a nível de Congresso Nacional. O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, que é ex-delegado federal de polícia, enalteceu o know-how do governo francês.

Ele aposta que o curso trará conhecimentos que vão enriquecer  a inteligência da polícia mato-grossense e também servir de base para que a senadora use resultado como base para proposição de novas leis.

“É muito bom ter a senhora no Senado. Desde a minha época de polícia e a senhora juíza , eu agora mais uma  vez  conto com seu apoio, desta vez no Senado, para que a gente possa melhorar a qualidade das leis, para fazer a vida melhor”, disse.

Exército

Na 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, ainda nessa segunda-feira, a senadora assistiu a outra abordagem sobre o tráfico de drogas e que tem a fronteira Mato Grosso/Bolívia como porta de entrada, não só para o consumo e comércio no Estado, como também para exportação para outros países, inclusive. 

A senadora, ainda estendeu ao Exército, convite para que também opine no novo pacote de leis, propostas na semana passada, pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro e que será debatido, a partir de agora, pelo Congresso Nacional. O mesmo convite Selma Arruda já havia feito aos delegados da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC).

“O diálogo é importante, ninguém faz nada sozinho. Cada um tem seu papel na sociedade e todos trabalhando em conjunto o resultado é muito maior do que o que é feito isoladamente. Nessa conversa com a senadora, ela com a experiência dela, sugeriu que os órgãos de segurança colaborem, especialmente, com a segurança e o desenvolvimento  da Fronteira Oeste”, disse o general Fernando Dias Herzer, comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Conforme o general que o mais emergente na fronteira Mato Grosso/Bolívia, é o constante  investimento em tecnologia e que não adianta apenas colocar a presença física dos soldados numa fronteira seca de 750 quilômetros. 

“Fisicamente é impossível. Agora, com os meios de tecnologia, com  drones, radares e satélites, eu tenho condições de saber onde eu posso atuar”, completou o comandante.

Selma Arruda, fez uma  análise dos dois eventos, em ao curso sobre lavagem de dinheiro, como também  quanto à explanação feita pelo comandante do  Exército.

“Fronteira é um ponto fraco do Estado brasileiro, no que diz  respeito à criminalidade organizada transnacional  e temos que ter um olhar mais sério, voltado para essa questão. E quanto à lavagem de dinheiro, o lucro das organizações criminosas é considerado o ponto mais fraco dessas organizações  e o que precisamos é de  mecanismos  eficientes para empobrecer essas organizações e isso, por si só, é o  suficiente para enfraquecê-las, sem precisar do embate físico direto”, resumiu Selma Arruda.

Fonte Mídia News/Foto MNews.