Sábado, 16 Dezembro 2017

A Agricultura

Prefeitura inicia estudos para implantação de Ceasa em Sinop

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Sinop (Sedec) deu início a uma série de estudos para a implantação de uma central de abastecimento no município. O projeto exige um longo prazo para a realização, mas de acordo com o secretário da pasta, Daniel Brolese, os primeiros passos precisam ser dados para que a obra se concretize.

Ao falar em iniciativas, o secretário, automaticamente, cita a série de ações que a Secretaria vem desenvolvendo em ralação ao fortalecimento da agricultura familiar. Recentemente, membros da Cooperativa de Produtos Rurais de Sinop (Coopernop) e técnicos da Secretaria estiveram em Petrolina e Juazeiro para conhecer uma das centrais de abastecimento referência para o Brasil.

Na pauta da comitiva de visitas às cidades pernambucanas, o conhecimento de técnicas de irrigação à hortifrutis, já que a região é uma das mais áridas do país e, ainda assim, tornou-se referência de produção em agricultura familiar. Para explicar a evolução do setor, técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semiárido) recepcionaram e acompanharam a comitiva sinopense .

De acordo com o presidente da Coopernop, Mauro Dall’Agnol, bem como o técnico da Sedec, Clóvis Sanches, há uma grande aposta no vasto recurso hídrico que o município dispõe, mas sabe que é preciso um grande investimento no setor. Eles acreditam, primeiro, na capacitação e orientação do pequeno produtor e do produtor familiar. Um fortalecimento do setor antes de ações de investimentos pontuais.

Os técnicos da Sedec apostam no vasto recurso hídrico do município, mas sabem que é preciso um grande investimento no setor. Eles pensam, primeiro, na capacitação e orientação do pequeno produtor e do produtor familiar, um verdadeiro fortalecimento do setor.

Mesmo ciente da longevidade do projeto, Brolese enxerga como uma atividade que pode simbolizar um novo viés para a economia do município. “Essa é uma atividade que pode simbolizar muito para a economia da nossa cidade. Se produtores familiares de Pernambuco conseguem fazer da fruticultura uma atividade rentável em meio ao sertão semiárido [25 mi hectares de área irrigada] por que nós, que temos grandes recursos hídricos e terras agricultáveis, não vamos usar o que temos em nosso favor”? pontua.

Dall’Agnol sabe que existe um grande caminho de fortalecimento do setor pela frente. De acordo com ele, o primeiro passo é atrair novos cooperados. Por enquanto, são apenas 35. Depois começar a formar o cinturão verde da cidade orientando para que nem todos plantem a mesma espécie, pois isso ajudaria na absorção do mercado consumidor.

“A criação der uma central de abastecimento é algo trabalhoso e sério mas que, após concretizado, poderá mudar a realidade de muitos pequenos produtores de nossa região. Para eles, por exemplo, às vezes não compensa trazer a pequena produção e oferecer nos supermercados do município, mas a partir do momento em que tivermos uma central de absorção e distribuição, a coisa muda”, dispara o presidente.

 
 
Por Luciano André/Assessoria